RESULTADOS

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, a baga de Goji (Lycium barbarum e L. chinense) é considerada uma cultura emergente em Portugal, impulsionada pelas propriedades medicinais que lhes são atribuídas, considerada muitas vezes como um “superalimento”.  O objetivo deste Grupo Operacional (GO) é identificar as melhores práticas agrícolas e as regiões, em Portugal, mais adequadas para esta cultura inovadora em modo de produção biológico (MPB) e convencional. Serão ainda realizadas análises e comparações entre as duas cultivares desta planta, classificando-as de acordo com a sua produtividade, rusticidade, qualidade e características organoléticas das bagas, permitindo o consumo de frutos e folhas em fresco e desidratados.

 

As espécies L. barbarum L. e L. chinense P. Mill, são, respetivamente, as espécies com maior procura e com maior área de cultivo em Portugal, sendo escolhidas neste GO para potenciar a produtividade da cultura.

Para cumprir com os resultados previsionais, foram realizados testes de inoculação da cultura com microrganismos potencialmente benéficos, assim como o acompanhamento de parâmetros fisiológicos das plantas.

PARCELAS EM ESTUDO

No Monte das Bagas (Santiago do Cacém), foram selecionados dois sectores de estudo para L chinense Mill., cada um contendo plantas desenvolvidas com, ou sem inoculação com Serendipita indica, um microrganismo endófito de raízes, explorado como biofertilizante. Em cada setor foi selecionada uma área com 7 linhas e 9 plantas por linha perfazendo um total de 63 plantas. Para minimizar o efeito de bordadura, apenas 3 linhas internas foram consideradas para avaliação de parâmetros fisiológicos. Dentro de cada linha foram selecionadas 5 plantas, totalizando 15 plantas inoculadas e 15 plantas controlo a analisar em cada setor.

imagem 1.png

15 plantas utilizadas

para análises

63 plantas inoculadas por sector

63 plantas controlos por sector

Em 2020, dada a situação de pandemia provocada pela COVID-19, realizaram-se ensaios em estufa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com plantas de Lycium chinense L. obtidas a partir de estacas provenientes do pomar Monte das Bagas, e ensaios em frutos de L. barbarum var. barbarum.